O VALOR DO CHORO


Choro é para a criança incompetente

Sabe quando o botão do elevador já está apertado, aceso em rubro luminoso, e outra pessoa chega e soberbamente aperta o botão? É um movimento inútil, não fará diferença alguma. Mesmo assim, concede ao arrogante a impressão de que o elevador chegará por um gesto próprio e exclusivo dele. Jesus já apertou o botão do elevador que nos levará à casa do Pai, portanto curta a subida.

Nossas lágrimas não valem nada se estão divorciadas do sacrifício de Cristo. É só pelo sangue, que rubro e luminoso nos indica: pode entrar, pode subir. Não há nada que possamos acrescentar. Lágrimas e clamor são eficazes apenas quando alinhados à obra (tão completa!) de Jesus por nós. Seja na intercessão, no testemunho, na pregação ou no respirar, só podemos fazer porque estamos inclusos nele e porque o deixamos fazer através de nós.

Somos treinados para sermos competentes, darmos conta do recado, realizar o que nos compete. Quando não nos resta confiança em nossa capacidade de executar uma tarefa, só nos resta o choro. O choro comprova que o caráter inclusivo da obra de Cristo não é apenas um fato bíblico, mas um relacionamento desesperadamente desejado e celebrado.

É simples assim: o choro funciona porque Deus é Pai, e choramos porque somos filhos, crianças totalmente incompetentes sem outro recurso além de chorar. O choro é prova de incompetência para o orgulhoso, mas esperança de colo e atenção para a criança que se sabe amada. Nossas lágrimas têm sentido e esperança porque são dirigidas a um pai amoroso e onipotente.

Revista IMPACTO

Postagens mais visitadas